Devido à distância entre Terra e Marte, a entrada na atmosfera e a aterrissagem no solo do planeta vermelho tiveram que ser controladas exclusivamente por computadores. O programa, escrito especialmente para a ocasião, tem mais de 500 mil linhas de código e executou o trabalho de forma impecável. Mas, por conta disso, ninguém aqui na Terra saberia do sucesso da Curiosity até o momento em que a primeira foto de pedrinhas e poeira fosse transmitida e 14 minutos depois chegasse ao comando da NASA.
"Estamos com rodas para baixo em Marte" foram as primeira palavras do controle confirmando o sucesso, seguidas de lágrimas de alegria, urros e excitação.
Foi a foto de chão mais comemorada do século.
A máquina que a NASA mandou dessa vez não é nenhum brinquedo. Ela pesa 1 tonelada e, depois de aquecer seu reator nuclear durante um dia, vai poder começar sua missão de recolher pedras e testar o solo marciano por evidências de vida.
O planejamento levou 14 anos e teve muitos solavancos, seja pela perda das gerações anteriores, já que a Spirit e a Opportunity falharam em suas missões, seja pelos cortes de custo por conta da crise e desinteresse de investidores. No final das contas, a missão custou 2,5 bilhões de dólares.
"Tudo saiu pelo preço de um filme. E esse é um filme que eu gostaria de ver" disse o cientista de projeto da missão John Grotzinger. O custo do projeto para cada um dos americanos que pagaram impostos foi de US$7. A Nasa diz que todo americano tem participação nessa conquista e que todos devem ficar orgulhosos.



